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Criptomoedas ganham força como forma de pagamento no Brasil, segundo a FIS

Criptomoedas ganham força como forma de pagamento no Brasil, segundo a FIS
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As criptomoedas podem ter passado por momentos recentes de turbulência, mas sua adoção dentro da economia é cada vez mais consolidada no Brasil e mundo afora. E, segundo a edição de 2023 do Global Innovation Report, da empresa de tecnologia e inovação financeira FIS, o mercado está de olho nas criptos como uma forma de pagamento: 27% dos executivos C-level entrevistados no Brasil querem que elas sejam adotadas como forma de pagar por produtos e serviços.

O que diz o relatório sobre tendências cripto

A FIS entrevistou 160 executivos C-level no Brasil sobre tendências tecnológicas que merecem atenção para sua atuação no ambiente financeiro – seja porque trazem perspectivas de crescimento, fortalecem suas marcas e relacionamentos ou afetam seus negócios no curto prazo.

O novo recorte brasileiro da pesquisa, divulgado pelo Valor Econômico, mostra que:

  • 27% dos executivos brasileiros entrevistados que estão de olho na adoção das criptomoedas como forma de pagamento;
  • 56% enxergam hoje que o principal uso das criptos é enquanto forma de investimento;
  • E 84% deles indicaram a potencial influência das criptomoedas em seus negócios dentro de três anos.

Papel-chave na economia digital

Os novos números se juntam a outras estatísticas promissoras da pesquisa da FIS: segundo dados preliminares do relatório, não são apenas as criptomoedas que vêm chamando a atenção de executivos brasileiros e globais – temas como embedded finance e finanças descentralizadas (DeFi) também foram citados pelos entrevistados pela FIS.

No âmbito da economia digital, as criptos caminham junto às finanças descentralizadas em termos de impacto. Entre os entrevistados brasileiros, 90% veem influência das DeFi em seus negócios dentro de três anos e 93% acreditam que este segmento representa uma grande oportunidade de crescimento para suas empresas. A razão por trás disso, segundo a pesquisa, é o potencial financeiro por trás da descentralização financeira e as soluções que não dependem de intermediários centrais, como a blockchain.

Os riscos associados às criptomoedas, por outro lado, ainda freiam investimentos maiores no setor, segundo os executivos ouvidos. Segundo a pesquisa, boa parte deles mostra preocupação com a estrutura regulatória e a volatilidade das criptos. Ainda assim, a FIS enxerga cada vez mais potencial para a consolidação das criptomoedas e de outros criptoativos no Brasil, principalmente porque sua regulamentação brasileira trouxe mais segurança jurídica ao setor.

Segundo Anderson Lucas, vice-presidente de Negócios da FIS para a América Latina, o novo marco regulatório faz com que mais brasileiros “possam aderir e alavancar e massificar esse processo de adoção de criptomoedas”.

Aqui no Brasil e no mundo, esse é (felizmente!) um caminho sem volta!

SOBRE O AUTOR

Breno Salvador

Jornalista e mestre em Relações Internacionais, foi repórter, redator, produtor e pesquisador antes de se juntar ao nosso time de Marketing. Curioso e brincalhão, diz que é uma esponja: aonde vai, gosta de absorver de tudo, aprendendo e vivenciando o que cada lugar tem de único. Adora música, livros, cozinhar, futebol e tênis.

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